No Brasil, onde o clima favorece banhos frequentes, a relação entre higiene e saúde da pele exige atenção. Mais do que a quantidade de banhos por dia, o que realmente impacta a pele é a forma como esse hábito é conduzido ? especialmente quando envolve água quente, tempo prolongado e uso excessivo de sabonetes.
De acordo com a dermatologista Ana Carolina Sumam, não existe um número ideal de banhos, já que essa necessidade varia conforme o clima, o tipo de pele e a rotina de cada pessoa. No entanto, ela alerta para os riscos do excesso: ?É importante que o paciente fique atento a questões que podem comprometer a barreira cutânea, causando um ressecamento maior e favorecendo doenças?. A barreira cutânea, responsável por proteger e manter a hidratação da pele, pode ser prejudicada quando há remoção excessiva da camada lipídica.
Para quem toma mais de um banho ao dia, a orientação é adotar uma abordagem mais estratégica. ?Se for tomar mais de um banho, use o sabonete apenas nas áreas de dobras, como virilha e axila, e hidrate a pele logo após?, recomenda Ana Carolina Sumam. Essa prática ajuda a evitar ressecamento, descamação e irritações, especialmente em regiões naturalmente mais sensíveis.
A médica também destaca que fatores como idade e clima influenciam diretamente nessa rotina. Peles mais maduras, por exemplo, tendem a perder hidratação com mais facilidade, enquanto bebês e idosos exigem cuidados ainda mais delicados. Independentemente da frequência, algumas regras são universais: preferir água morna, manter banhos rápidos, escolher sabonetes suaves e aplicar hidratante logo após o banho.
Mais do que um hábito automático, o banho pode ? e deve ? ser visto como parte do cuidado com a pele. Quando bem ajustado, ele preserva a saúde cutânea; quando excessivo ou inadequado, pode comprometer justamente aquilo que deveria proteger.
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