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Os exossomos autólogos vêm ganhando espaço na dermatologia como uma das apostas mais modernas da medicina regenerativa, impulsionados pela adesão de celebridades e pela proposta de rejuvenescimento mais biológico e personalizado. Extraídos do próprio sangue do paciente, esses ?mensageiros celulares? carregam proteínas e material genético capazes de estimular a regeneração da pele e dos tecidos.


Na prática dermatológica, eles têm sido utilizados para melhorar a qualidade da pele, estimular colágeno, tratar cicatrizes, melasma e até queda capilar. O grande diferencial está justamente na biocompatibilidade: por serem autólogos, apresentam baixo risco de rejeição ou reações adversas.


A dermatologista Ana Carolina Sumam ressalta que, apesar do potencial, o tratamento ainda é recente e deve ser conduzido com cautela. ?Os resultados são especialmente notáveis no tratamento da melhoria da qualidade da pele e no tratamento da queda capilar. No entanto, os estudos relacionados a esses equipamentos estão sendo constantemente atualizados. Então, é necessário ter cautela e atrelar a sua utilização de acordo com as recomendações de órgãos de autoridade?, explica.


Ela também reforça um ponto essencial dentro da dermatologia atual: não existe tecnologia milagrosa. ?Os exossomos possuem indicações específicas e limitações que devem ser respeitadas. Cada caso precisa ser avaliado individualmente para determinar se o paciente é candidato ao tratamento?, destaca.


Além disso, existem contra indicações importantes, como infecções ativas ou condições cutâneas mais severas, o que reforça a necessidade de avaliação médica criteriosa antes de qualquer indicação.


No fim, o tratamento com exossomos autólogos representa uma evolução interessante ? mas, como toda inovação na estética, exige olhar clínico, responsabilidade e alinhamento com evidências científicas.




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